CAVALEIRO
Aquele cavaleiro das cruzadas
Cavalgando por sonhos aos milhares,
Brandindo seus escudos e as espadas
Na busca do Sepulcro com seus pares.
Aquele cavaleiro que, no Cristo,
Colocou em batalha seu encanto,
Na sarracena terra tendo visto
Tudo aquilo que causa sempre espanto.
Aquele cavaleiro e seu cavalo,
Galopando as areias do deserto,
Sem medo, sem descanso, sem abalo,
Na procura de seu caminho certo.
Aquele cavaleir’inda sou eu,
Vivendo um ideal que não morreu.
SP., 06/03/2010.
Ives Gandra
Seja bem-vindo. Hoje é
domingo, 24 de outubro de 2010
PENSAMENTO PEREGRINO
PENSAMENTO PEREGRINO
Da minha frota as naves estelares,
Os espaços descobrem do infinito
E deixam no Universo em seus altares
O imaginário próprio e o próprio mito.
Não saio do lugar, mas minhas naves
Percorrem as distâncias mais distantes.
Os meus versos do cosmos têm as chaves,
Como dos mares eles tinham dantes.
Os povos diferentes d’outros pólos
Ora recebem bem, ora com guerra
E as naves lá estão em vôos solos,
Com saudades de todos e da terra.
Comando, desta forma, os pensamentos,
Peregrino dos astros e dos ventos.
Santana de Parnaíba, 01/03/2010.
Ives Gandra
Da minha frota as naves estelares,
Os espaços descobrem do infinito
E deixam no Universo em seus altares
O imaginário próprio e o próprio mito.
Não saio do lugar, mas minhas naves
Percorrem as distâncias mais distantes.
Os meus versos do cosmos têm as chaves,
Como dos mares eles tinham dantes.
Os povos diferentes d’outros pólos
Ora recebem bem, ora com guerra
E as naves lá estão em vôos solos,
Com saudades de todos e da terra.
Comando, desta forma, os pensamentos,
Peregrino dos astros e dos ventos.
Santana de Parnaíba, 01/03/2010.
Ives Gandra
RETIRO
RETIRO
Meu retiro começo com meu Deus,
Na esperança de ter misericórdia.
Os avanços que faço são só Seus,
Meus fracassos, porém, geram discórdia.
Sua Mãe me faz sempre tão feliz,
Com’um infante lanço-me em seus braços.
Com Ela sinto aquilo que bem quis,
Ter uma vida feita em ternos laços.
Por todos que dependem faço preces,
Familiares, amigos, empregados.
E o coração que tenho e que conheces
Pede agora perdão de seus pecados.
Protege-me, meu Deus, neste retiro,
Pois tendo-Te do lado, hoje, me inspiro.
Santana de Parnaíba, 26/02/2010.
Ives Gandra
Meu retiro começo com meu Deus,
Na esperança de ter misericórdia.
Os avanços que faço são só Seus,
Meus fracassos, porém, geram discórdia.
Sua Mãe me faz sempre tão feliz,
Com’um infante lanço-me em seus braços.
Com Ela sinto aquilo que bem quis,
Ter uma vida feita em ternos laços.
Por todos que dependem faço preces,
Familiares, amigos, empregados.
E o coração que tenho e que conheces
Pede agora perdão de seus pecados.
Protege-me, meu Deus, neste retiro,
Pois tendo-Te do lado, hoje, me inspiro.
Santana de Parnaíba, 26/02/2010.
Ives Gandra
NUVENS
NUVENS
As nuvens pascem versos pelo espaço.
Mudam de tom e cor, todo o momento.
Os sentires do bardo, a cada passo,
Alteram também sempre o pensamento.
As ovelhas são nuvens coloridas
De cinza, branco e preto, todo o dia,
No rebanho celeste sem feridas
Em planeta pintado em cor azul.
Imagens sempre nascem com os versos,
Desfazem-se, porém, junto das nuvens,
Parecem mais gerar os tons diversos
Que se encontram nos pórticos de Rubens.
As nuvens pascem versos pelo espaço
Enquanto eu as contemplo, em tempo escasso.
SP. 25/02/2010.
Ives Gandra
As nuvens pascem versos pelo espaço.
Mudam de tom e cor, todo o momento.
Os sentires do bardo, a cada passo,
Alteram também sempre o pensamento.
As ovelhas são nuvens coloridas
De cinza, branco e preto, todo o dia,
No rebanho celeste sem feridas
Em planeta pintado em cor azul.
Imagens sempre nascem com os versos,
Desfazem-se, porém, junto das nuvens,
Parecem mais gerar os tons diversos
Que se encontram nos pórticos de Rubens.
As nuvens pascem versos pelo espaço
Enquanto eu as contemplo, em tempo escasso.
SP. 25/02/2010.
Ives Gandra
PARA MULHER
PARA MULHER
A mulher, como eu vejo, desde infante,
Ao mundo oferta o encanto qu’ele tem,
No permanente sempre e num instante,
Quando faz a presença ser um bem.
O próprio Deus da Virgem precisou
Para nascer, salvando a humanidade.
A mulher, pelo tempo, faz o show
Da vida ter valor como não há-de.
E, nas leis, a mulher agora é parte,
No toque tão humano em seu agir.
De Camões conquistou, engenho e arte.
Na Justiça que faz sem denegrir.
Mulheres do Instituto o meu respeito
Por tudo que geraram no Direito.
SP.24/02/2010.
Ives Gandra
A mulher, como eu vejo, desde infante,
Ao mundo oferta o encanto qu’ele tem,
No permanente sempre e num instante,
Quando faz a presença ser um bem.
O próprio Deus da Virgem precisou
Para nascer, salvando a humanidade.
A mulher, pelo tempo, faz o show
Da vida ter valor como não há-de.
E, nas leis, a mulher agora é parte,
No toque tão humano em seu agir.
De Camões conquistou, engenho e arte.
Na Justiça que faz sem denegrir.
Mulheres do Instituto o meu respeito
Por tudo que geraram no Direito.
SP.24/02/2010.
Ives Gandra
SEM JARDIM
SEM JARDIM
Navego pelo espaço de meus dedos
Timoneiro de um barco sem seus mastros.
Nele faço de há muito os meus enredos,
Caminhando por sobre o mar dos astros.
O pensamento galgo de um só salto
A imensidão cerúlea do universo
E se desfaz inteiro pelo asfalto
Que se encontra por dentro de meu verso.
Penetro na floresta dos sem nada,
Descobrindo mil feras no meu estro
E luto com meu arco sem espada
Num papel que se faz demais canhestro.
Num desencontro intenso eu resto assim,
Sem palavras, sem sonhos, sem jardim.
SP. 16/02/2010.
Ives Gandra
Navego pelo espaço de meus dedos
Timoneiro de um barco sem seus mastros.
Nele faço de há muito os meus enredos,
Caminhando por sobre o mar dos astros.
O pensamento galgo de um só salto
A imensidão cerúlea do universo
E se desfaz inteiro pelo asfalto
Que se encontra por dentro de meu verso.
Penetro na floresta dos sem nada,
Descobrindo mil feras no meu estro
E luto com meu arco sem espada
Num papel que se faz demais canhestro.
Num desencontro intenso eu resto assim,
Sem palavras, sem sonhos, sem jardim.
SP. 16/02/2010.
Ives Gandra
GIGANTE ADAMASTOR
GIGANTE ADAMASTOR
Todo o escritor na busca de seu tema,
Por vezes, para sem saber porquê.
Matemático em face um teorema
Onde falta não sabe bem o quê?
Assim, todos os dias, no começo,
Não sei o que escrever, nem o que sinto.
E pago no soneto o estranho preço
A falta de um talento há muito extinto.
Qual navegante vou por estes mares,
Com medo do gigante Adamastor.
Apenas quando lanças teus olhares
Desfaz-se todo o medo em Teu amor.
Navego então em águas sem escolhos
De cor verde marrom entre teus olhos.
Jaguariúna, 15/02/2010.
Ives Gandra
Todo o escritor na busca de seu tema,
Por vezes, para sem saber porquê.
Matemático em face um teorema
Onde falta não sabe bem o quê?
Assim, todos os dias, no começo,
Não sei o que escrever, nem o que sinto.
E pago no soneto o estranho preço
A falta de um talento há muito extinto.
Qual navegante vou por estes mares,
Com medo do gigante Adamastor.
Apenas quando lanças teus olhares
Desfaz-se todo o medo em Teu amor.
Navego então em águas sem escolhos
De cor verde marrom entre teus olhos.
Jaguariúna, 15/02/2010.
Ives Gandra
SONHAR
SONHAR
Quantos sonhos já tive em minha vida?
Quantas vezes vivi-os sem saber?
A distância não faz ser esquecida
A imagem que penetra este meu ser.
Pensei já ter vivido no passado,
Empunhando as espadas medievais,
Cavalgando um cavalo já selado
Com armas e brazões de samurais.
Na luta descobria a descoberta,
Que se descobre atrás do próprio sonho.
Um sonho que refaz a senda incerto
Nos versos em que os dias eu reponho.
Eu sonho, muitas vezes, todo o dia
Num sonho que meu verso não recria.
Jaguariúna, 14/02/2010.
Ives Gandra
Quantos sonhos já tive em minha vida?
Quantas vezes vivi-os sem saber?
A distância não faz ser esquecida
A imagem que penetra este meu ser.
Pensei já ter vivido no passado,
Empunhando as espadas medievais,
Cavalgando um cavalo já selado
Com armas e brazões de samurais.
Na luta descobria a descoberta,
Que se descobre atrás do próprio sonho.
Um sonho que refaz a senda incerto
Nos versos em que os dias eu reponho.
Eu sonho, muitas vezes, todo o dia
Num sonho que meu verso não recria.
Jaguariúna, 14/02/2010.
Ives Gandra
SER PERFEITO
SER PERFEITO
Os dias, por mais longos, são mais curtos,
O tempo passa, corre sem parar.
De saudades, às vezes, tenho surtos
Quais as águas nos ventos sobre o mar.
Deus conhece meus erros, meus acertos,
Os acertos a Deus eu devo tudo
E espero, no perdão, os seus consertos,
Falando no silêncio, verbo mudo.
Enquanto tiver forças lutarei.
Preparando-me assim a ser chamado
Quando bem o quiser o Eterno Rei,
Que um dia descobri junto a meu lado.
O perdão pedirei por todo o feito,
E verei para sempre o Ser perfeito.
SP, 07/02/2010.
Ives Gandra
Os dias, por mais longos, são mais curtos,
O tempo passa, corre sem parar.
De saudades, às vezes, tenho surtos
Quais as águas nos ventos sobre o mar.
Deus conhece meus erros, meus acertos,
Os acertos a Deus eu devo tudo
E espero, no perdão, os seus consertos,
Falando no silêncio, verbo mudo.
Enquanto tiver forças lutarei.
Preparando-me assim a ser chamado
Quando bem o quiser o Eterno Rei,
Que um dia descobri junto a meu lado.
O perdão pedirei por todo o feito,
E verei para sempre o Ser perfeito.
SP, 07/02/2010.
Ives Gandra
A ARMA DA PALAVRA
A ARMA DA PALAVRA
Na agenda Mar Azul de meus sonetos,
O mês de fevereiro tem Camões.
Marluce que a me deu p’ros meus quartetos
Pôs os versos “das armas e os barões”.
Falou de seus heróis em português,
Aquele que é supremo a todos vates.
Não teria, porém em nossa terra,
Políticos heróis para combates.
O mar azul coberto, em negridão,
Espelha dos governos a falência,
Tristes costumes são a podridão
Que exala do poder em pestilência.
Já velho, contra o mal qu’ora se lavra,
Apenas tenho a força da palavra.
SP, 06/02/2010.
Ives Gandra
Na agenda Mar Azul de meus sonetos,
O mês de fevereiro tem Camões.
Marluce que a me deu p’ros meus quartetos
Pôs os versos “das armas e os barões”.
Falou de seus heróis em português,
Aquele que é supremo a todos vates.
Não teria, porém em nossa terra,
Políticos heróis para combates.
O mar azul coberto, em negridão,
Espelha dos governos a falência,
Tristes costumes são a podridão
Que exala do poder em pestilência.
Já velho, contra o mal qu’ora se lavra,
Apenas tenho a força da palavra.
SP, 06/02/2010.
Ives Gandra
A CAMINHO DA TIRANIA
A CAMINHO DA TIRANIA
Celeremente a nação triste caminha
Par’uma ditadura socialista.
Lula e seus companheiros são a linha
De quem da tirania tem a pista.
Já deixou o direito para o lado,
Seus projetos são contra a Lei Suprema,
Para todos manda o seu recado,
Que sempre se reduz a monotema.
Aparelha o governo com os seus,
Nossos tributos gasta, inutilmente.
Há muito em que se julga o próprio Deus,
Num patamar de glória diferente.
Neste ano eleitoral faz o que quer
Pensando em eleger uma mulher.
SP, 01/02/2010.
Ives Gandra
Celeremente a nação triste caminha
Par’uma ditadura socialista.
Lula e seus companheiros são a linha
De quem da tirania tem a pista.
Já deixou o direito para o lado,
Seus projetos são contra a Lei Suprema,
Para todos manda o seu recado,
Que sempre se reduz a monotema.
Aparelha o governo com os seus,
Nossos tributos gasta, inutilmente.
Há muito em que se julga o próprio Deus,
Num patamar de glória diferente.
Neste ano eleitoral faz o que quer
Pensando em eleger uma mulher.
SP, 01/02/2010.
Ives Gandra
O PREÇO D’ALMA
O PREÇO D’ALMA
Atípico este mês. Último dia.
Um domingo chuvoso como todos.
Minha luta transforma-se em porfia
Como as águas tiradas pelos rodos.
Voltam sempre por mais que são tiradas,
O que importa, porém, é não parar.
Na vida, caminhamos por estradas,
Que podem descobrir o imenso mar.
As dores, os fracassos ou sucessos
No pouco tempo nosso, pouco são.
Se soubermos vencer nossos regressos,
Manteremos saudável, o coração.
Quem fica acima de qualquer tropeço,
Su’ alma para Deus já não tem preço.
SP, 31/01/2010.
Ives Gandra
Atípico este mês. Último dia.
Um domingo chuvoso como todos.
Minha luta transforma-se em porfia
Como as águas tiradas pelos rodos.
Voltam sempre por mais que são tiradas,
O que importa, porém, é não parar.
Na vida, caminhamos por estradas,
Que podem descobrir o imenso mar.
As dores, os fracassos ou sucessos
No pouco tempo nosso, pouco são.
Se soubermos vencer nossos regressos,
Manteremos saudável, o coração.
Quem fica acima de qualquer tropeço,
Su’ alma para Deus já não tem preço.
SP, 31/01/2010.
Ives Gandra
TEMPO FINITO
TEMPO FINIT.
O tempo se desfaz todos os dias.
Começa de manhã e morre à noite.
Ninguém recebe cartas de alforrias,
Nem qualquer vida passa sem açoite.
Pensamos ser eterno o transitório,
E transitório o que se faz eterno.
Está-se em permanente suspensório,
Sem perceber-se que é chegado o inverno.
A Deus que nos criou nem sempre Vamos,
Embora nossos atos julgará,
Um domingo vivemos só de ramos,
Depois vemos a cruz que O pregará.
Na existência forjada no seu rito,
Nosso tempo se faz tempo finito.
SP, 28/01/2010.
Ives Gandra
O tempo se desfaz todos os dias.
Começa de manhã e morre à noite.
Ninguém recebe cartas de alforrias,
Nem qualquer vida passa sem açoite.
Pensamos ser eterno o transitório,
E transitório o que se faz eterno.
Está-se em permanente suspensório,
Sem perceber-se que é chegado o inverno.
A Deus que nos criou nem sempre Vamos,
Embora nossos atos julgará,
Um domingo vivemos só de ramos,
Depois vemos a cruz que O pregará.
Na existência forjada no seu rito,
Nosso tempo se faz tempo finito.
SP, 28/01/2010.
Ives Gandra
TRIBUTOS E MORTES
TRIBUTOS E MORTES.
Questão de imunidade uma vez mais,
Enfrento em parecer a elaborar.
Quando um governo gasta por demais,
Não tem p’ra quem faz bem nenhum olhar.
Há muito que o governo pouco faz,
Para os que necessitam ter amor
Saúde, educação, tudo isto jaz,
Só se salva o terceiro bom setor.
O povo do poder está cansado,
Eleitorais, consistem as promessas
Jamais cumpridas. Postas só de lado.
As tristezas no rosto são impressas.
As despesas inúteis não têm cortes,
Mas temos os tributos, temos mortes.
SP, 26/01/2010.
Ives Gandra
Questão de imunidade uma vez mais,
Enfrento em parecer a elaborar.
Quando um governo gasta por demais,
Não tem p’ra quem faz bem nenhum olhar.
Há muito que o governo pouco faz,
Para os que necessitam ter amor
Saúde, educação, tudo isto jaz,
Só se salva o terceiro bom setor.
O povo do poder está cansado,
Eleitorais, consistem as promessas
Jamais cumpridas. Postas só de lado.
As tristezas no rosto são impressas.
As despesas inúteis não têm cortes,
Mas temos os tributos, temos mortes.
SP, 26/01/2010.
Ives Gandra
PLANO E PODER
PLANO E PODER.
Com todos meus amigos quando falo
Do plano de direitos desumanos,
Sem exceção, desejam pelo ralo
Do esquecimento pô-lo por uns anos.
O plano não é ruim, é um plano péssimo,
Imposto sem debate aos brasileiros.
Dele não se salva nem um décimo,
Pois um plano repleto de vespeiros.
Um golpe representa, à luz do dia,
Aos valores supremos da Lei Prima.
Atinge, por ser vil, democracia,
Afastando do ser qualquer estima.
Um grupo, sem ter voto, quer poder
E não soltá-lo mais até morrer.
SP, 22/01/2010.
Ives Gandra
Com todos meus amigos quando falo
Do plano de direitos desumanos,
Sem exceção, desejam pelo ralo
Do esquecimento pô-lo por uns anos.
O plano não é ruim, é um plano péssimo,
Imposto sem debate aos brasileiros.
Dele não se salva nem um décimo,
Pois um plano repleto de vespeiros.
Um golpe representa, à luz do dia,
Aos valores supremos da Lei Prima.
Atinge, por ser vil, democracia,
Afastando do ser qualquer estima.
Um grupo, sem ter voto, quer poder
E não soltá-lo mais até morrer.
SP, 22/01/2010.
Ives Gandra
A VERDADEIRA RIQUEZA
A VERDADEIRA RIQUEZA
O tempo passa, mas a vida fica,
Mesmo que a morte a leve no seu tempo,
Vale uma vida pela luta rica,
Riqueza d’alma que resiste ao vento.
Armazenar detritos pelo mundo,
Malgrado sejam coisas muito finas,
De pouco vale, pois só é fecundo
O bem que para os outros tu destinas.
Vaidade, sensualismo mais poder,
Como os bens materiais findam um dia,
E no momento agudo de morrer,
De pouco servem, já não têm valia.
Quem desejar ter pleno o coração
Só vale o que fizer a seu irmão.
SP, 21/01/2010.
Ives Gandra
O tempo passa, mas a vida fica,
Mesmo que a morte a leve no seu tempo,
Vale uma vida pela luta rica,
Riqueza d’alma que resiste ao vento.
Armazenar detritos pelo mundo,
Malgrado sejam coisas muito finas,
De pouco vale, pois só é fecundo
O bem que para os outros tu destinas.
Vaidade, sensualismo mais poder,
Como os bens materiais findam um dia,
E no momento agudo de morrer,
De pouco servem, já não têm valia.
Quem desejar ter pleno o coração
Só vale o que fizer a seu irmão.
SP, 21/01/2010.
Ives Gandra
APRENDIZES DE DITADORES.
APRENDIZES DE DITADORES.
Entra o Brasil de novo em retrocesso,
Com plano de direitos desumanos,
O meretrício sai de seu recesso
No apoio às prostitutas e aos enganos.
Os guerrilheiros que mataram gente,
Amigos da cubana ditadura,
Nos direitos que buscam, de repente,
Continuam a viver de sinecura.
Discípulos que são da tirania,
Empalmaram poder sem terem votos,
Não desejam jamais democracia,
Do ódio aos que divergem são devotos.
Que meu país rechace os aprendizes,
Que de Chávez recebem diretrizes.
SP, 20/01/2010.
Ives Gandra
Entra o Brasil de novo em retrocesso,
Com plano de direitos desumanos,
O meretrício sai de seu recesso
No apoio às prostitutas e aos enganos.
Os guerrilheiros que mataram gente,
Amigos da cubana ditadura,
Nos direitos que buscam, de repente,
Continuam a viver de sinecura.
Discípulos que são da tirania,
Empalmaram poder sem terem votos,
Não desejam jamais democracia,
Do ódio aos que divergem são devotos.
Que meu país rechace os aprendizes,
Que de Chávez recebem diretrizes.
SP, 20/01/2010.
Ives Gandra
HAITI
HAITI
Tremeu a terra no Caribe pobre.
Milhares foram mortos de uma vez.
E muitos morrerão. A pedra encobre
Os corpos quase só de negra tez.
O mundo, consternado, dá-lhe apoio,
Mas a miséria é tanta e o sofrimento,
Que é difícil livrar do trigo o joio,
Quando o povo se põe todo ao relento.
Os mistérios da vida e da tragédia
Quem é que desvendar, na luta, há-de?
Nem se lê na melhor enciclopédia
O que a dor representa de verdade.
Renova-se a tristeza de Jesus
Quando morreu pregado numa cruz!
Jaguariúna, 14/01/2010.
Ives Gandra
Tremeu a terra no Caribe pobre.
Milhares foram mortos de uma vez.
E muitos morrerão. A pedra encobre
Os corpos quase só de negra tez.
O mundo, consternado, dá-lhe apoio,
Mas a miséria é tanta e o sofrimento,
Que é difícil livrar do trigo o joio,
Quando o povo se põe todo ao relento.
Os mistérios da vida e da tragédia
Quem é que desvendar, na luta, há-de?
Nem se lê na melhor enciclopédia
O que a dor representa de verdade.
Renova-se a tristeza de Jesus
Quando morreu pregado numa cruz!
Jaguariúna, 14/01/2010.
Ives Gandra
O UNIVERSO E O VERSO
O UNIVERSO E O VERSO
O mar azul me faz sempre pensar
E o pensamento faz-me mais discreto.
O mar é nada, mas é sempre mar,
Se comparado ao universo reto.
Meu pensamento vai bem mais distante
Que a distância do cosmos conhecida.
E sempre foi assim, desde eu infante,
Como será assim por toda a vida.
A diferença está pelos bilhões
Dos anos que o universo durará.
Meus pensamentos corre aos borbotões
Mais logo pelo tempo morrerá.
Quanta ironia existe no Universo
Que é maior e menor de que meu verso.
Ives Gandra
sábado, 23 de outubro de 2010
IVES GANDRA DA SILVA MARTINS

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS
Ives Gandra da Silva Martins, renomado jurista brasileiro com reconhecimento internacional, é professor emérito das universidades Mackenzie, Paulista e da ECEME – Escola de Comando do Estado Maior do Exército.
Presidente do Conselho da Academia Internacional de Direito e Economia, é membro das Academias de Letras Jurídicas, Brasileira e Paulista, Internacional de Cultura Portuguesa (Lisboa), Brasileira de Direito Tributário, Paulista de Letras, dentre outras.
Ao longo de sua notável trajetória, recebeu vários prêmios: Colar de Mérito Judiciário dos Tribunais de São Paulo e do Rio de Janeiro, Medalha Anchieta da Câmara Municipal de São Paulo, Medalha do Mérito Cultural Judiciário do Instituto Nacional da Magistratura e da Ordem do Mérito Militar do Exército Brasileiro, apenas para mencionar alguns. Já participou e organizou mais de 500 congressos e simpósios, nacionais e internacionais, sobre direito, economia e política.
O professor Ives Gandra é autor de mais de 40 livros individualmente, 150 em co-autoria e 800 estudos sobre assuntos diversos, como direito, filosofia, história, literatura e música, traduzidos em mais de dez línguas em 17 países.
Acadêmico das: Academia Paulista de Letras, Academia Paulista de Letras Jurídicas, Academia Brasileira de Letras Jurídicas, Academia Internacional de Cultura Portuguesa, Academia Matogossense de Letras, Academia Cristã de Letras, Academia de Letras da Faculdade de Direito da USP.
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