
Ó vultos varonis, resplandecentes,
ao rutilar fecundo do trabalho,
que à pobreza buscastes agasalho,
nas forjas inflamadas e candentes:
Sois o Messias que ensinais às gentes
a despir do passado o vil frangalho;
rompe um sol cada vez que tomba o malho,
porque sois outros tantos orientes.
Fazei rolar a esplêndida cascata
do trabalho incessante, pelas vasa
das rochas da matéria a progredir...
Que essas chispas ardentes que desata
vossa bigorna, orvalho são de brasas
para a flor luminosa do porvir.
Augusto de Lima
in Coletânea de Poesias
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