Claras águas
Pelo silêncio de teus olhos mortos,
Vivos, no espaço, apenas, das idéias,
Surge uma ponte com aranha e teias,
Unindo as pedras dos caminhos tortos.
Trilhei a ponte. De madeira velha,
Encobre anseios, que correm debaixo,
E o escuro lí em que assim se espelha,
A forma tem de retilíneo facho.
Da margem sempre ríspidos escolhos
Tombam turvando a fonte já turvada,
As lágrimas, talvez, que de teus olhos
Vêm de uma estrada em busca d’outra estrada.
Dizer que, um dia, aquelas claras águas
Limparam de nós dois todas as mágoas..
Ives Gandra
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
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