O naufrágio
O naufrágio roubou-me o barco triste,
Silentemente, como rouba a vida.
O meu naufrágio é um mal, que mal existe,
Pois que, no fim, começa outra partida.
Anteriormente vira esta ferida,
Ferida, meu amor, que nunca viste.
Continuei capitão, que inda resiste,
Porém, sem ter sentido tal descida.
O naufrágio, portanto, foi normal.
O barco triste soçobrou por frágil,
Nas águas calmas, desfazendo em sal.
Depois, o mar voltou a ser caminho
De um outro menos triste e bem mais ágil
E o barco triste o mar deixou sozinho.
Ives Gandrai
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
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